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Rastreamento e blockchain na indústria do cacau

Essa matéria publicada na revista exame lista três iniciativas de rastreamento da cadeia do cacau e do chocolate por meio de tecnologias associadas ao uso de blockchain para criação de identificadores únicos para lotes produzidos e omercializados por grandes players do mercado.

Uma vantagem da aplicação desse tipo de tecnologia é a possibilidade de validação dos lotes, que permitirá, assim que os sistemas estiverem em uso, o rastreio seguro da produção em todas as etapas da cadeia.

Essas medidas, fazem parte de um conjunto de esforços globais para mitigação de problemas que se originam no uso de trabalho infantil, análogo à escravidão e precaridade do manejo nas etapas produtivas do fruto do cacau e nas etapas posteriores do beneficiamento do produto.

Dentre as iniciativas já em andamento, são citadas uma empresa holandesa Tony’s Chocolonely, um projeto de integração e rastreamento desenvolvida pela Maersk e IBM, e uma iniciativa no Brasil, tocada pela IG Sul da Bahia, que resulta da associação de diversas cooperativas de produtores da região.

Leia a reportagem completa no site da revista Exame

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Soluções baseadas na natureza são essenciais para combater mudanças climáticas e a perda de biodiversidade

Elton Alisson  |  Agência FAPESP – A conservação de ecossistemas, como áreas florestais, pantanosas ou ocupadas por pastagens naturais, e a restauração de áreas já degradadas são essenciais para enfrentar, conjuntamente, dois dos maiores desafios globais atualmente: as mudanças climáticas e a perda da biodiversidade.

Pesquisadores analisam estratégias de conservação de ecossistemas e recuperação de áreas degradadas na segunda edição da série Conferências FAPESP 60 anos (foto: Agência Brasil)

Essas soluções baseadas na natureza são especialmente importantes para serem implementadas no Brasil, uma vez que a maior parte das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do país, que impulsionam o aquecimento global, está associada a mudanças no uso da terra, lideradas pelo desmatamento para abertura de áreas de pastagem ou agrícolas. A prática provoca a liberação de gás carbônico armazenado nas plantas e também a fragmentação e perda de hábitats, apontadas como duas das principais causas de declínio de espécies mundialmente.

A avaliação foi feita por pesquisadores palestrantes da segunda edição da série Conferências FAPESP 60 anos, com o tema “Mudanças climáticas e biodiversidade: os avanços da ciência”, realizada ontem (21/07). Os debates foram mediados por Ronaldo Pilli, vice-presidente da FAPESP.

“A conservação de áreas intactas representa hoje uma opção para manter os estoques de carbono. Já a restauração de áreas degradadas permitiria sequestrar carbono da atmosfera e a reconexão de fragmentos naturais, o que pode resultar em benefícios para a biodiversidade”, disse Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasília (UnB).

De acordo com a pesquisadora, globalmente as mudanças no uso da terra e floresta representam 24% das emissões globais. No Brasil, atingem mais de 60% e vêm aumentando nos últimos anos em razão do desmatamento, principalmente da Floresta Amazônica.

Em 2019, por exemplo, o Brasil respondeu pela perda de um terço de florestas tropicais primárias no mundo e por 41% no período de 2002 a 2020.

“O que se observa é que essa perda de floresta primária vem ocorrendo acentuadamente em territórios indígenas, que tradicionalmente são áreas onde o desmatamento é muito baixo e que têm protegido a floresta ao longo dos últimos anos”, apontou.

Apesar de ocorrer em maior escala na Amazônia, essa perda não tem se restringido a esse bioma. Em 2020, o Cerrado perdeu uma área quatro vezes maior que a Grande São Paulo e o desmatamento tem crescido também da Mata Atlântica.

“Essas mudanças no uso do solo no Brasil representam uma via de mão dupla”, avaliou Bustamante. 

“Ao mesmo tempo em que a conversão de vegetação nativa para a agropecuária, associada ao aumento da frequência de queimadas, tem impacto direto sobre as emissões de gases de efeito estufa, terá também impacto no setor agrícola, que será o que mais vai sofrer com as mudanças climáticas e com os efeitos das alterações na temperatura e na disponibilidade hídrica”, disse Bustamante.

Impactos na agricultura

Alguns dados apresentados por Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), referendam essas constatações.

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apresentado por Artaxo, indicou um aumento médio entre 4 ºC e 5,5 ºC na temperatura entre 2071 e 2099 na região central do Brasil, onde está estabelecido o agronegócio.

Outro estudo de autoria de pesquisadores da Embrapa Informática Agropecuária, publicado em 2019 e também citado por Artaxo, apontou que o Brasil está se tornando mais seco. As áreas no país com registro de alto índice de déficit de chuva, antes restritas à região do Nordeste, se estenderam para Goiás e Mato Grosso – dois dos principais Estados produtores de soja e carne.

“A economia brasileira baseada só na produção de carne e de soja, por exemplo, pode não ser competitiva daqui a dez anos ou mesmo na década atual”, disse Artaxo.

Segundo o pesquisador, as evidências das mudanças climáticas no planeta são extensas e incluem o aumento de eventos climáticos extremos, como as recentes inundações na Europa, ondas de calor nos Estados Unidos e no Canadá, crise hídrica no Brasil e aquecimento do oceano e da atmosfera.

As emissões de carbono, ele explica, estão fazendo com que as concentrações de gases que controlam o clima do planeta aumentem rapidamente – a de dióxido de carbono (CO2) aumentou 66%, a de metano 259% e a do óxido nitroso (N2O) 120% desde 1750 – e mudando a composição da atmosfera terrestre. Com isso, a temperatura do planeta já aumentou 1,2 ºC.

“Esse aumento de temperatura pode parecer pouco, mas é muito significativo para o funcionamento básico de um ecossistema. E tem contribuído para o aumento da frequência de eventos climáticos extremos que temos visto”, afirmou Artaxo.

De acordo com o pesquisador, a temperatura média nos continentes já aumentou 1,7 ºC, uma vez que eles aquecem muito mais do que o planeta como um todo porque os oceanos absorvem gigantescas quantidades de calor.

“Nos continentes, já ultrapassamos o limite seguro de aumento da temperatura, de 1,5 ºC, indicado pelo IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas]”, disse Artaxo.

Nos últimos 110 anos, a temperatura no Nordeste do Brasil, por exemplo, aumentou entre 2,2 ºC e 2,5 ºC. Já na região do Ártico aumentou mais de 3 ºC.

“Esse aumento muito significativo da temperatura afeta o funcionamento de ecossistemas, a biodiversidade, a saúde da pessoas e tem impactos socioeconômicos muito grandes”, afirmou Artaxo.

Impactos na biodiversidade

A partir de 2050, as mudanças climáticas podem se tornar o principal vetor da perda de biodiversidade global, apontou Carlos Joly, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp) e membro da coordenação do Programa BIOTA-FAPESP. 

“Temos um conjunto enorme de fatores, que vão desde o aquecimento global, passando por mudanças na distribuição de chuvas, pela poluição, pelo uso excessivo de fertilizantes e pela introdução de espécies exóticas, entres outros fatores que têm exercido enorme pressão e levado ao desaparecimento de toda uma fauna de invertebrados”, apontou Joly.

Alguns desses invertebrados, como as abelhas, são importantíssimos para a manutenção da polinização das principais culturas agrícolas cultivadas em países como o Brasil, ele exemplificou.

O ritmo de perda de espécies indica que o mundo corre o sério risco de assistir nas próximas décadas a uma sexta extinção em massa.“A crise da biodiversidade está atingindo um limite muito perigoso”, afirmou Joly.

Na avaliação do pesquisador, enquanto a atual crise sanitária, causada pela pandemia de COVID-19, tem a perspectiva de ser solucionada nos próximos dois anos com o avanço da vacinação e a emergência climática poderá ser debelada em 100 a 150 anos com a redução significativa nas emissões de GEE, a perda da biodiversidade global poderá ser irreversível.

“Não vamos recuperar as espécies que estão sendo extintas hoje. Por isso, é preciso reverter as taxas de extinção antes que serviços ecossistêmicos [prestados pela natureza, como prover água limpa] sejam definitivamente comprometidos”, alertou.

A atuação da FAPESP no financiamento à pesquisa nesses dois temas – biodiversidade e mudanças climáticas – tem sido fundamental para o avanço dessas agendas em nível global, apontaram os participantes do evento.

“Cada vez mais diferentes nações e entidades supranacionais, mas também empresas responsáveis e partidos políticos têm fortalecido uma agenda que privilegia esses dois tópicos”, avaliou Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP.

“No Brasil, a FAPESP, a ABC [Academia Brasileira de Ciências], a SBPC [Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência], a Aciesp [Academia de Ciências do Estado de São Paulo] e as nossas universidades têm liderado um movimento para fundamentar o desenvolvimento do conhecimento baseado na pesquisa sobre a biodiversidade e as mudanças climáticas globais”, afirmou Zago.

A íntegra da Conferência pode ser assistida no youtube:
 

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Bioeconomia no Brasil e no mundo

Essa publicação deste boletim temático: Bioeconomia no Brasil e no Mundo do CGEE – Centro de gestão e estudos estratégicos do MCTI, resume a produção científica em temas ligados à bioeconomia no Brasil e no mundo. Por meio de análise de clusters temáticos e de cooperação, é possível situar a produção científica em 15 clusters temáticos.

Embora restrito ao subconjunto das publicações científicas presente na base Web of Science, o boletim possibilita uma visão panorâmica, oferecendo um recorte temático de interesse para conhecer o campo de produção científica nos temas correlacionados à bioeconomia.

Para conhecer a publicação e o contexto das discussões sobre o tema, visite o site do CGEE.

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Amazônia à mesa

O preparo e o consumo de alimentos é, provavelmente, a mais significativa das atividades humanas em termos de definição de contornos culturais. Dessa forma, a inclusão de novos elementos sejam técnicas ou ingredientes, evocam a formidável capacidade das sociedades humanas de produzirem seus traços de identidade à medida que se constroem, na interação entre universos culturais e simbólicos distintos.

Esse receituário, busca desenvolver a partir de um conjunto de técnicas de referência para o preparo de alimentos saudáveis e de amplo reconhecimento por profissionais e amantes das artes culinárias, a introdução de ingredientes menos conhecidos nas metŕopoles e nos grandes centros urbanos, mas familiares no cotidiano dos povos da floresta, dos ribeirinhos e dos interiores do país.

Alimentos que, pela consagração do uso tradicional são por vezes marcadores de identidades regionais, como o açaí, a castanha do Brasil ou o pirarucu, ou até por vezes, culturas alimentares exóticas que tiveram uma aceitação pelas peculiaridades e pela adapatção ao clima do Brasil, como a Jaca, manga ou a tilápia. Reunem-se nesse livro, essas combinações que permitem sugerir a fundação d euma culinária que possa dizer-se típica e respeitando a diversidade de ingredientes cuja exploração, pode dar-se em respeito à floresta.

Do bolo salgado de pirarucu com repolho ao pão de polpa de açaí, o uso da macaxeira, ou da mandioca, ou aipim, com o jerimum, tornam a leitura dessa compilação agradável à curiosidade cultural e o seu uso como guia culinário, certamente, um meio de deleitar-se com a riqueza e variedade de sabores, alguns bem conhecidos, outros em menor grau para um leitor urbano que se aventure.

A publicação fornece um guia completo que permite seu uso como referencia didática, oferecendo dicas e fundamentos para o preparo de alimentos saudáveis e seguros.

O projeto dessa publicação é resultado de cooperação entre o governo da Alemanha e do Brasil, por meio da GIZ, projeto de mercados verdes e consumo sistentável, com apoio do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

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Guia para investimento responsável em agricultura e sistemas alimentares

Publicado em 2021 pela FAO e o Columbia Center on Sustainable Investment. Esse guia dividido em cinco partes, trata desde a definição do conceito de investimento responsável, passando pela adoção de incentivos, até uma proposta de planejamento e monitoramento para sistemas de financiamento de cadeias de valor para agricultura e sistemas de produção de alimentos de forma responsável.

O conteúdo está disponível em inglês.

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Impacto da certificação do óleo de palma

Denis Ruysschaert, IUCN – Commission on Environmental, Economic and Social Policy. Policy Matters ISSUE 21 – Sep. 2016. pp 45-60

Esse artigo investiga os impactos do processo de certificação da produção de óleo de palma na Indonésia, em três eixos de análise: Governança transnacional, qualidade de vida e conservação de biodiversidade.

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GCCRC. Genomics for climate change

Muitas plantas, animais e microrganismos têm estratégias únicas de sobrevivência em determinados ambientes que podem, por exemplo, ajudar a desenvolver variedades agrícolas resistentes às alterações ambientais.

Conheça o trabalho do GCCRC, Genomics for climate change, que propõe estudar características genéticas para melhoramento de cultivares para o enfrentamento dos desafios de segurança alimentar das próximas décadas, com base no imenso repositório de biodiversidade presente nos territórios de floresta e biomas nativos.

O GCCRC é um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela FAPESP e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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ValueLinks Manual – The Methodology of Value Chain Promotion

Produzido pela GIZ. Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit, esse manual apresenta uma metodologia para promover cadeias de valor visando melhorar as condições de emprego e renda. Esse manual pode ser aplicado a diferentes cadeias de valor, em diferentes setores. Os módulos são organizados de acordo com um ciclo de projeto, mas na prática, podem ser utilizados de forma interativa, sem necessariamente respeitar a ordem na qual são apresentados.

Destaca-se o conteúdo dos módulos 1, 3 e 11, onde o leitor encontra os elementos para classifição e definição, da análise econômica propriamente, e das formas de realizar o monitoramento e avaliação das cadeias de valor.

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Guia Metodológico de Implementação das Oficinas de Promoção de Cadeias de Valor

Publicado pelo Plano Nacional de Promoção das Cadeia de Produtos da Sociobiodiversidade (MMA, MDA, MDS, CONAB, SAF, 2009), esse Guia Metodológico de implementação de Oficinas de Promoção de Cadeias de Valor é um instrumento básico que permite à instituição facilitadora aplicar a metodologia Value Links nas Cadeias selecionadas para o fomento.

Value Links é uma metodologia criada pela GTZ para orientar o processo de Promoção de Cadeias de Valor.

Sobre os autores

Programa para Proteção e Gestão Sustentável das Florestas Tropicais do Brasil (GTZ-Brasil), Programa de Manejo Sustentável de Recursos Naturais e Fomento de Competitividade (GTZ-Nicarágua) e
Equipe Regional de Competência de Cadeias de Valor e PPP (GTZ)

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Oportunidades para Exportação de Produtos Compatíveis com a Floresta na Amazônia Brasileira

Sobre o Projeto Amazônia 2030

O projeto Amazônia 2030 é uma iniciativa de pesquisadores brasileiros para desenvolver um plano de ações para a Amazônia brasileira. Nosso objetivo é que a região tenha condições de alcançar um patamar maior de desenvolvimento econômico e humano e atingir o uso sustentável dos recursos naturais em 2030.