Amazônia Oculta: Conhecimento estratificado para entender a fauna de insetos da Amazônia

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A Amazônia é frequentemente comparada a um “grande edifício”, mas cientistas tradicionalmente focavam apenas no “térreo”, ignorando os andares superiores. A fauna de insetos que vive na copa das árvores é composta por verdadeiros desconhecidos dos cientistas, e essa fauna é muito diferente daquela que habita a área explorada com mais facilidade pelo homem no nível do solo.

Descubra o que mora lá em cima!

Os mega-projetos de pesquisa Bioinsecta e Biodossel Amazônia, conduzidos pela USP e pelo INPA, assumiram a tarefa de identificar e descrever essa imensa diversidade de insetos em suas várias alturas.

O trabalho é marcado por inovação e desafios pelo ineditismo da abordagem.

Coleta Estratificada: Os pesquisadores utilizam metodologias inéditas, incluindo a coleta em vários níveis da floresta (solo, 8, 16, 24 e 32 metros), e a invenção de uma “cascata de armadilhas” com redes, pendurada em árvores emergentes que podem alcançar 50 a 60 metros de altura.

Sequenciamento de Ponta: Está sendo mobilizado muito conhecimento e tecnologia no campo da genética. O projeto visa sequenciar um trechinho do DNA de algumas centenas de milhares de exemplares de insetos, utilizando a metodologia de sequenciamento de próxima geração (dados maciços). A meta é processar cerca de 320.000 bichos sequenciados.

Resultados Inéditos: Os resultados desse trabalho serão inéditos na literatura mundial e terão um impacto muito importante na nossa compreensão das florestas tropicais.

Este esforço fundamental de conhecer a “imensidão verde” da Amazônia é crucial para a sustentabilidade. Apresentar a biodiversidade e sua importância para o mundo é o primeiro passo para fortalecer as ações de conservação. O que os pesquisadores querem no final é manter a floresta de pé e garantir o uso correto e sustentável desse patrimônio.

Assista ao vídeo “Amazônia Oculta” e acompanhe os cientistas “mergulhando e subindo escadas” na floresta para revelar o conhecimento vital para o futuro da Bioeconomia e da vida na Terra.