
A presença da Ministra Marina Silva na FEA/USP, consolida o papel da universidade como espaço vital para a análise de riscos climáticos e para a construção de estratégias de longo prazo que garantam a sustentabilidade econômica e ambiental do Brasil.
SÃO PAULO – Encontro realizado no dia 5 de março de 2026 foi marcado pela convergência entre ciência e gestão pública, a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, apresentou perspectivas otimistas e dados robustos sobre a política ambiental brasileira durante palestra na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA/USP). O evento, realizado em 05 de março, reuniu estudantes, pesquisadores e lideranças acadêmicas para discutir os desafios da governança climática e a transição para uma economia de baixo carbono.
A ministra foi recepcionada pela diretora da FEA/USP, Maria Dolores Montoya Diaz, e pela vice-diretora da instituição e coordenadora do projeto Bioeconomia na Amazônia, Profa. Dra. Maria Sylvia Macchione Saes, que integrou a mesa de debates ao lado de representantes das entidades estudantis FEA ESG, CAVC e EPEP USP.
Resultados de uma Política Transversal
Um dos pontos centrais da fala de Marina Silva foi a atribuição do sucesso no combate à destruição florestal à “política transversal” adotada pela gestão atual. Segundo a ministra, a integração de 13 ministérios em uma estratégia conjunta permitiu previsões históricas: a expectativa para o primeiro semestre de 2026 é que o Brasil celebre a menor taxa de desmatamento desde o início do monitoramento por satélite, em 1985.
Marina destacou que os esforços já resultaram em uma redução de 50% no desmatamento na Amazônia, 32% no território nacional e mais de 30% no Cerrado. Além disso, a ministra ressaltou a queda de 75% nos índices de incêndios este ano, fruto de uma estratégia de combate que incluiu a decretação de emergência climática e um foco sistêmico em todos os biomas brasileiros.

Reconstrução Institucional e Bioeconomia
A ministra detalhou as diretrizes que fundamentam sua gestão, enfatizando que a proteção de um país com as dimensões do Brasil exige controle social e participação ativa da sociedade, extrapolando a capacidade exclusiva dos servidores públicos. Entre os pilares citados estão o fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente e a retomada de conselhos e conferências de participação social, essenciais após o período de desestruturação das políticas ambientais.
Para o projeto Bioeconomia na Amazônia, um dos destaques da palestra foi a menção à ampliação de instrumentos de financiamento, como programas de pagamento por serviços ambientais e o apoio a comunidades tradicionais. “É melhor remunerar quem protege a floresta do que lidar com os custos da destruição ambiental depois”, afirmou a ministra, alinhando-se à visão do projeto que estuda cadeisa de valor da Bioeconomia.
O Desafio da Transição Ecológica
Ao encerrar sua participação, Marina Silva abordou a urgência da transição energética e da economia circular como respostas à emergência climática global. A ministra reforçou que o enfrentamento da crise exige inovação tecnológica e uma cooperação internacional coordenada entre governos, empresas e sociedade civil.